MPT-ES participa da II Conferência Estadual do Trabalho no Espírito Santo

Encontro reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e governo para debater avanços e desafios do trabalho decente e definir propostas para a etapa nacional

O Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES), representantes do governo, trabalhadores e empregadores participaram, na última terça-feira (4), da etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (CNT), coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O encontro teve por objetivo debater o futuro das relações trabalhistas no país. A conferência aconteceu no auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-ES), em Vitória.

Esse debate faz parte de um movimento nacional de retomada do diálogo social tripartite — entre governo, empresas e trabalhadores — com foco na construção de propostas que orientem políticas públicas voltadas à valorização do trabalho, à promoção da igualdade e à geração de emprego e renda.

Propostas aprovadas

Durante o evento, foram discutidos temas como a modernização das relações de trabalho, os desafios da organização sindical e as estratégias para fortalecer o diálogo social nos estados. As propostas aprovadas na etapa capixaba serão apresentadas na etapa nacional da Conferência, prevista para ocorrer em São Paulo. Nesta etapa Espírito Santo, foram eleitos delegados para participação da etapa nacional.

Segundo a procuradora do Trabalho, Fernanda Barreto Naves, a conferência do trabalho é fundamental para criar um espaço de diálogo e de construção coletiva, unindo governo, empregados e empregadores. Ela afirma que esse tripartismo é muito importante porque traz legitimidade para as deliberações e mais efetividade para as políticas públicas e medidas pensadas em conjunto, o que é essencial para a promoção do trabalho digno, justo e seguro.

Desafios

“Neste momento, enfrentamos enormes desafios. As novas tecnologias impactam diretamente na forma como o trabalho é estruturado e desenvolvido, além de trazerem modalidades inéditas de discriminação, como a algorítmica. As mudanças climáticas revelam a preocupação com o desenvolvimento sustentável, empregos verdes e transição justa. A informalidade e precarização das relações de trabalho, sempre presentes, ganham outros contornos, que exigem novas estratégias de enfrentamento”, destacou a procuradora do Trabalho em sua fala na composição da mesa.

Ela ainda ressaltou que “encontros, como a conferência, são o alicerce para que esses e outros desafios sejam discutidos e superados conjuntamente. A garantia da dignidade da pessoa trabalhadora e da justiça social devem ser o norte a guiar as ações”, concluiu.

Diagnóstico

De acordo com o Diagnóstico do Trabalho Decente do Espírito Santo, o estado vem apresentando avanços importantes nos últimos anos. A taxa de desocupação caiu de 9,5% em 2019 para 5,2% em 2025, e o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu, representando 61,4% dos ocupados. O estado também registrou crescimento real dos rendimentos, com média de R$3.249 (equivalente a 2,1 salários mínimos) e redução da informalidade, que hoje é uma das mais baixas da região Sudeste. Além disso, o Espírito Santo apresenta taxa de sindicalização de 8,9%, acima da média nacional, reforçando a relevância do diálogo social e da negociação coletiva.

As representações do poder público que participaram do debate e formulação de proposições da conferência: Centrais Sindicais de Trabalhadores, federações e sindicatos filiados, bem como as federações patronais - Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo  (Fecomércio), Federação das Empresas de Transporte do Estado do Espírito Santo. (Fetransportes), Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes), Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif),  Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).

 

 

Crédito:

Texto – Com informações da Assessoria da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego

Publicado em 05/11/2025

 

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