MPT lança cartilha "Inteligência Artificial, Tecnologia Digital e Discriminação no Trabalho"

Documento, que traz 56 verbetes com conceitos atuais relacionados à tecnologia e ao mundo do trabalho, foi elaborado pelo GE Diversidade e Tecnologia da Coordigualdade.

O Ministério Público do Trabalho lançou esta semana a cartilha Inteligência Artificial, Tecnologia Digital e Discriminação no Trabalho. Elaborada pelo Grupo de Estudos Diversidade e Tecnologia (Diversitec), da Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade e Combate à Discriminação (Coordigualdade), o documento traz verbetes com conceitos atuais relacionados à tecnologia e ao mundo do trabalho.

Entre eles estão: abismo digital, caixa opaca, cidadania digital, internet das coisas. A cartilha tem por objetivo apresentar os conceitos de forma simples, para auxiliar leitoras e leitores a se familiarizarem com termos técnicos do universo digital, desmitificando a ideia de que tecnologia é um tema hermético e de difícil compreensão. “A cartilha traz conceitos mais básicos. Nossa intenção é fazer futuramente um curso sobre o tema”, explicou o coordenador do GE, procurador do Trabalho Thiago Milanez Andraus.

Segundo o procurador, além de conceitos básicos, o documento traz citações de alguns casos para melhor ilustrar o tema. Ele citou o caso de uma Inteligência Artificial que estava sendo usada por uma empresa e teve que ser desligada porque, em poucos dias, passou a discriminar mulheres na contratação.

No total, a cartilha é composta por 56 verbetes e foi preparado pelo GE Diversitec, criado em 2020. O GT é composto pelo procurador Thiago, pela coordenadora nacional da Coordigualdade , procuradora regional do Trabalho, Adriane Reis, pela vice- coordenadora nacional da Coordigualdade, procuradora do Trabalho Ana Lúcia Stumpf, e pelas procuradoras do Trabalho Carolina Hirata, Martha Kruse e pelos procuradores do Trabalho Rodrigo Carelli, Patrick Merisio e Gulherme Kirtschig.

“A cartilha veio para desmitificar o tema”, afirmou a vice-coordenadora nacional da Coordigualdade, Ana Lúcia Stumpf. O jurista José Eduardo de Rezende Chaves Júnior participou do lançamento virtual da cartilha, no último dia 29. Ex-desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, José Eduardo falou sobre decisões que envolvem a temática e dos desafios de quem tem que julgar questões que envolvem essas novas tecnologias. Também participaram do lançamento a coordenadora nacional da Coordigualdade, Adriane Reis e o procurador do Trabalho, Guilherme Kirtschig.

Veja aqui a íntegra da cartilha Inteligência Artificial, Tecnologia Digital e Discriminação no Trabalho.

Informações: PGT

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